domingo, 25 de setembro de 2016

Radar - Parte 6

Capítulo 10 - Quase lá

  Dois meses se passaram, e o babaca aqui ainda tá de babá. Que merda. Não aguento mais isso. Preso com montes de adolescentes retardados (não que eu não seja um retardado também, mas... enfim, vocês me entenderam. Eu acho). Mas, pelo menos, Julie faz uma visitinha de vez em quando. Ela só chega, me informa sobre as investigações e vai embora, mas é bom, mesmo assim. Ah, pros que, assim como eu, já cansaram desses "X- Men sem recursos", e querem saber daquele velho sacana lá, um de seus "soldados" (além daquele que foi espancado pela loirinha) foi preso e interrogado. Infelizmente, o cara era gago, então foi complicado de arrancar informações, mas agora sabemos que Boris e seu grupinho de seres malignos planejam um "gran-grande a-ta-ta-ataque" à prefeitura da cidade. Aliás, estava eu pensando aqui... porque é sempre na minha cidade que dá merda? Porque o Boris, sei lá, não tenta dominar o resto do mundo? Idiota... Pensa pequeno demais, esse camarada. Enfim, com a notícia desse ataque, veio a recomendação, por parte do governo, de intensificar os treinamentos. E quem sou eu pra discordar, quando algo realmente importante está muito perto de acontecer, e eu tenho a chance de fazer parte disso?

Capítulo 11 - Agora vai. Ou não.
 
  Maravilha. Finalmente, Boris seria derrotado. Não nego que estou animado com isso, aqui, agora que estou há minutos de encontrar o velhote aqui, no gabinete do prefeito. Vão invadir, ele vai vir pra cá, e se auto denominará o novo prefeito da cidade. É óbvio. Opa, peraí, um clarão na janela.. Merda. Explosão no centro da cidade. Merda dupla. É a multinacional pegando fogo. Preciso salvar aquelas pessoas. Mas não vou conseguir sozinho. Preciso levar meus amiguinhos super poderosos e os agentes, junto. O moleque do teletransporte nos levou a todos para perto de lá. Mas, e agora, como entrar? Merda tripla. Algumas pessoas, as mais desesperadas, começam a se jogar dos mais altos andares. Morte certa. O velho sabia que estávamos na sua cola e mandou o gaguinho falar do ataque à prefeitura de propósito. Maldito. Julie... cadê ela? Porque não tá aqui auxiliando no resgate? Será que ficou na prefeitura? Vou voltar lá, trazê-la pra ajudar. Ah, ótimo. O velho explodiu a empresa E invadiu a prefeitura. Filho da puta. E, como eu disse anteriormente, era óbvio. Óbvio, que ele estaria no gabinete do prefeito. E.. com a Julie sob a mira de uma arma. "Radar, que surpresa agradável... como vai, garoto? salvando muitos gatinhos em árvores?", disse Boris, rindo, ao me ver. "Solta ela, velho. Que merda é essa?". O velho continuou me encarando, sem dizer nada, mas soltou Julie. Um tempo depois, começou a falar. "Ora... o que você acha? Quero poder, claro. Poder, e reconhecimento. Aquilo que você não tem, sabe? Mas sabia que nunca ia conseguir isso sozinho. Por isso, dediquei grande parte da minha vida a recrutar e treinar jovens com habilidades especiais, pra me ajudarem a alcançar meus objetivos" "Ah, então foi pra isso que você me treinou durante anos? Dominar o mundo? Matar pessoas inocentes? Pois saiba que eu nunca faria parte disso" "Realmente, nunca. Eu que dispensei você, esqueceu? Você era fraco, ridículo, inútil. Aliás... ainda é". "E você acha que é melhor que eu, velho? Você nunca vai conseguir nada. Você é um merda". Ah, com certeza, deixei ele maluquinho com essa. Ah, merda, merda, merda... Revólver apontado pra mim. E agora? Não posso correr, pra não deixar a Julie morrer, mas, se eu ficar, eu morro. Depois, ela morre. Merda, o que eu faço? Ufa, o velho abaixou a arma, mas esse sorrisinho dele, não é coisa boa... "Sonífera, já sabe o que fazer". Julie começou a se aproximar de mim. Calma, tranquila, nem parecia que estava pra morrer há 10 minutos. Conforme ela se aproximava, tirava uma das luvas. Ah, não, Ah, não, de novo? Mesmo?! Julie pôs a mão despida da luva em meu rosto. Apaguei.

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