domingo, 25 de setembro de 2016

Crônicas de um Romance Improvável - Parte 5

Três semanas se passaram. Estava tudo na mesma. Eu e a Kimberly juntos, e a Rachel sem falar comigo. É, não tava tudo do jeito que eu queria, mas até que tava bom. Eu, como o grande idiota que sou, já estava pronto pra arruinar tudo. Chamei Kimberly pra uma conversa um tanto séria, depois da aula. "Olha, Kim..." "Eu sei o que você vai falar, Richie. Eu sei que você gosta da Rachel, não de mim, e que vai terminar nosso namoro agora. Mas eu não vou ficar chateada com isso, eu te entendo. Afinal, somos amigos. Eu vou até te dar uma ajudinha com isso". E ela sorriu. Nós terminamos um relacionamento, e ela sorriu. É, terminar namoros não é tão difícil quanto eu pensava.... No dia seguinte, Rachel me ligou. Disse que queria conversar comigo. Fui até a casa dela e bati na porta. Ela atendeu,sem nada f alar, fazendo sinal para que eu entrasse. Depois que me acomodei, ela começou a falar. "Richie, eu....fiquei com ciúmes". Bom, se ela ficou com ciúmes, será que...ela gosta de mim? Fiquei com essa "certeza" por 10 segundos, quando ela voltou a falar."Tive ciúmes porque você é meu amigo. meu melhor amigo. Eu não quero te ver sofrer...". Mal sabe ela que eu estou sofrendo, por ela. Eu podia me declarar agora, mas isso causaria mais semanas de situações estranhas, e eu queria passar dias "normais", por enquanto. Pelo menos tínhamos voltado a conversar, coisa que não acontecia havia bastante tempo. Noutro dia, no recreio da escola, eu e meus amigos estávamos fazendo nossas versões de algumas cenas de Star Wars episódio III- A vingança dos Sith, quando o Brad, o maldito Brad, apareceu, me empurrando. "O que você estava fazendo na casa da minha namorada ontem, paspalho?". Quando ele ameaçou me socar, foi bloqueado pelo sabre de luz que estava sendo empunhado pelo Johnny. Depois, Robert e Kimberly se aproximaram para ajudar, enquanto eu me levantava. maldito brutamontes, me fez voar longe. Quando já estava de pé novamente, comecei a bater nele com meu sabre de luz. Os outros fizeram o mesmo. Foi engraçado ver o "monstrengo" sem saber como reagir. Eu estava feliz. Sem a menina dos meus sonhos, mas feliz. A felicidade não está no "além", no que podemos ter, mas sim no que já temos. É só saber dar o devido valor para as coisas que possuimos.

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