segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O Livro dos Enigmas - Parte 1

Londres, dias atuais. Você aí deve estar se perguntando quem sou...E aí eu te pergunto: COMO você não sabe quem sou? Eu, Vincent Carlson, empresário da maior estrela da música atual, eu, o responsável por descobrí-la, e por descobrir tantas outras antes dela. Eu, um dos homens mais conhecidos da Grã Bretanha, junto de minha esposa e filhos. Lembrou agora? Não!? Bom, não faz mal...já faz duas semanas que não apareço em público, afinal, fui sequestrado, e provavelmente neste meio tempo houve algum casamento real, ou, na melhor das hipóteses, um assassinato real, e a imprensa só deve falar disso no momento. Bom, voltando a falar do que é mais importante, eu, foi engraçado como aconteceu. Após sair de uma reunião, saí de meu escritório e caminhava para um restaurante que havia perto. Quando, de repente, perdoe-me o clichê, uma grande e escura van estacionou perto de mim, e dela desceram dois homens encapuzados. Antes que eu pudesse entender o que se passava, um dos homens me empurrou para dentro da van. Impressionante, e estranho, o modo como ele me empurrou com facilidade e precisão para dentro da van. Supus que ele não tivesse intenção de me machucar ali, naquele momento. Claro, ele não iria querer que eu sofresse nada antes de estar oficialmente "sob tortura de sequestradores". Mas eu vi que me enganei quando bati a cabeça na porta do automóvel. Adentrei o carro, ainda bastante atordoado, e lá dentro, na minha frente, havia um homem sentado. Bom, homem não. Ele estava mais pra uma criança. Um moleque. Devia ter uns 25 anos, no máximo. Um moleque desgraçado que havia conseguido me capturar. Eu, o grande Vincent Carlson, sequestrado por um bebê cagão. Ele começou a falar, primeiro dizendo seu nome. Era Mike. Ou Spike? Não sei, não ouvi direito, não me lembro, ainda estava atordoado pela pancada. Ele começou a falar sobre um "incrível lugar melhor", para o qual iria me levar, e outras coisas, só que eu não estava prestando muita atenção. Fiquei pensando em quem poderia ter colocado alguma droga em meu café, porque aquilo não podia ser real, não podia estar acontecendo. Depois de um longo discurso sobre o tal "lugar incrível diferente de todos os outros", tomei a palavra. Resolvi entrar no jogo e perguntei porque estavam levando a mim para este tal lugar. O garoto apenas respondeu "Você saberá, Vince. Você saberá, quando chegarmos lá". Naquele momento, eu acho que dormi, ou, mais provavelmente, desmaiei. Definitivamente, colocaram algo em meu café.

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