Londres, dias atuais.
Você aí deve estar se perguntando quem sou...E aí eu te pergunto:
COMO você não sabe quem sou? Eu, Vincent Carlson, empresário da
maior estrela da música atual, eu, o responsável por descobrí-la,
e por descobrir tantas outras antes dela. Eu, um dos homens mais
conhecidos da Grã Bretanha, junto de minha esposa e filhos. Lembrou
agora? Não!? Bom, não faz mal...já faz duas semanas que não
apareço em público, afinal, fui sequestrado, e provavelmente neste
meio tempo houve algum casamento real, ou, na melhor das hipóteses,
um assassinato real, e a imprensa só deve falar disso no momento.
Bom, voltando a falar do que é mais importante, eu, foi engraçado
como aconteceu. Após sair de uma reunião, saí de meu escritório e
caminhava para um restaurante que havia perto. Quando, de repente,
perdoe-me o clichê, uma grande e escura van estacionou perto de mim,
e dela desceram dois homens encapuzados. Antes que eu pudesse
entender o que se passava, um dos homens me empurrou para dentro da
van. Impressionante, e estranho, o modo como ele me empurrou com
facilidade e precisão para dentro da van. Supus que ele não tivesse
intenção de me machucar ali, naquele momento. Claro, ele não iria
querer que eu sofresse nada antes de estar oficialmente "sob
tortura de sequestradores". Mas eu vi que me enganei quando bati
a cabeça na porta do automóvel. Adentrei o carro, ainda bastante
atordoado, e lá dentro, na minha frente, havia um homem sentado.
Bom, homem não. Ele estava mais pra uma criança. Um moleque. Devia
ter uns 25 anos, no máximo. Um moleque desgraçado que havia
conseguido me capturar. Eu, o grande Vincent Carlson, sequestrado por
um bebê cagão. Ele começou a falar, primeiro dizendo seu nome. Era
Mike. Ou Spike? Não sei, não ouvi direito, não me lembro, ainda
estava atordoado pela pancada. Ele começou a falar sobre um
"incrível lugar melhor", para o qual iria me levar, e
outras coisas, só que eu não estava prestando muita atenção.
Fiquei pensando em quem poderia ter colocado alguma droga em meu
café, porque aquilo não podia ser real, não podia estar
acontecendo. Depois de um longo discurso sobre o tal "lugar
incrível diferente de todos os outros", tomei a palavra.
Resolvi entrar no jogo e perguntei porque estavam levando a mim para
este tal lugar. O garoto apenas respondeu "Você saberá, Vince.
Você saberá, quando chegarmos lá". Naquele momento, eu acho
que dormi, ou, mais provavelmente, desmaiei. Definitivamente,
colocaram algo em meu café.
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